A visita na casa da Alessandra e do Anibal foi a mais triste de todas as famílias das sete temporadas. Não porque as crianças tivessem muitos problemas diferentes das outras famílias, mas porque os pais se mostraram muito resistentes às minhas observações e às mudanças introduzidas na casa.
Geralmente, são os pais que dão mais trabalho do que as criancas, principalmente porque acham que os problemas estão com os filhos e não com eles. Não é fácil convencê-los do contrário e mostrar que as mudancas nos filhos acontecerão a partir de mudanças profundas dos conceitos deles, os pais.
Mas, neste caso, a resistência em aceitar as observações feitas por mim foi o maior problema e as justificativas de atitudes erradas foram constantes. Essas justificativas são um sinal de que não há disposição para mudar. Enquanto uma pessoa se justifica, está demostrando que não aceita ver o erro e não tem intenção de mudar.
Apesar dessa atitude da Alessandra e do Anibal, as crianças estavam respondendo positivamenta às regras, limites, rotina e ajustes que estavam acontecendo na casa. Eu estava feliz por isso, principalmente vendo as mudanças que estavam acontecendo com a Stephany, a mais velha dos três irmãos. O Breno e o Raphael, os menores , estavam mais tranquilos e obedientes.
Mas os pais, principalmente a mãe, chegou no ponto de questionar um método que ia fazer toda a diferencia na transformação da família, porque iria mudar uma visão errada que não estava ajudando na educação dos filhos. Não vou relatar o método porque creio que é importante ver o programa e entender o contexto.
Diante de tamanha resistência e oposição a meu método, decidi não continuar com meu trabalho nessa casa. Porque? Porque meu trabalho com as famílias é baseado na confiança que os pais depositam em mim, já que eles me chamam e me convidam para entrar na casa deles e me pedem para ajudá-los. Se eles não concordam com meu trabalho e não tem mais confiança em meus métodos, não tenho mais nada para fazer na família.
Com muita dor no coração, deixei essa família antes de terminar meu trabalho. Fiquei triste, principalmente pelas crianças, que já tinham começado a mostrar mudanças no comportamento. Sei que minha saída foi ruim para eles, pois vi a expressão nas carinhas deles na minha despedida.
Sinto muito, sinceramente, mas não dava para ser diferente.
Espero que a Alessandra e o Anibal, com o tempo, reflitam sobre o acontecido e mudem, porque essa atitude não ajuda na educação dos filhos.
Desejo de todo coração que a Stephany, o Breno e o Raphael estejam bem, lindos, grandes e obedientes.
Com carinho, apesar da tristeza.





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